Sexta-feira, 20 de Novembro de 2009
Ele e Ela - III

Hoje acordou minutos antes do chilrear que sairia do despertador do telemóvel, pousado estrategicamente no apoio de cabeceira, perto o suficiente da mão preguiçosa que normalmente o calava duas vezes antes de a cabeça despertar na mentalização de que teria eventualmente de sair da cama morna. Hoje deixou-se ficar um pouco, de olhos vagueantes pelo quarto. A cama que sempre ocupa só pela metade esquerda pareceu-lhe mais vazia, como se o seu corpo ocupasse menos espaço e se tivesse intimidado perante a outra metade, cheia de ninguém, lençóis imaculados, sem rugas. Não tinha dona, aquele espaço. Talvez só à figura que ia imaginando, persistentemente; que não queria ocupar aquele vazio, na sua cama e no seu coração, já há bastante tempo. Hoje não esqueceu que desejava ser acordado pela mulher que amava e que se tinha tornado um pano de fundo, quieto e pesado, nos últimos anos da sua vida. Nunca o esquecia; nunca A esquecia. Mas hoje não sentiu a falta dela a dormir em silêncio a seu lado. Hoje esboçava um sorriso por dentro, pensando na possibilidade de vê-la - outra mulher, amiga, que essa sim o amava desde antes de o encontrar. Hoje não calou o som dos pássaros que imaginava patetas e alegres, saltitando no paial da janela; sempre amenizavam mais o despertar de insuficientes horas de sono que o apito estridente de que o resto do mundo parecia ser adepto. Dava-se a pequenos luxos, brinquedos quase todos electrónicos, que lhe permitissem um maior bem-estar. Gostava de si, do seu umbigo e apesar da usual relutância em gastar os cobres que ganhava, com um trabalho de que normalmente gostava e o mantinha entretido várias horas por dia, não se importava de gastá-lo em pequenos mimos, talvez tentando suprimir a falta de aconchegos mais etéreos e emocionais. Telemóvel que nem é de gama muito alta, pensou, mas o som é porreiro. Quase que parecem os sons do acordar do fim-de-semana. Esgueirou-se agilmente de entre os lençóis e rapidamente completou a sua rotina matinal, o banho, a barba. Cantarolou qualquer coisa em frente ao espelho, com o seu jeito de rapazola, abanando tímida e descoordenadamente os ombros e o crânio, enquanto passava a máquina pela cara e pescoço. Deteve-se um segundo e pensou que ela mencionava amiúde a predilecção por barbas de uma ou duas semanas. Tomou cuidado na escolha da camisa, apesar de saber que ela nem repara nesses detalhes. O que ele nem sempre se recorda é que ela gosta dele de qualquer maneira, amarrotado ou roto, de fato e gravata ou descalço, de calções ou despido. Colocou uns borrifos de perfume, viria ela a presumir que para lhe agradar. Ela não tinha pensado nele naquele dia, não na possibilidade dum fugaz encontro, o que lhe causou estranheza quando reflectiu. Talvez se tenha habituado às ausências, sempre presentes.



publicado por Princesa Canela às 01:12
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Domingo, 15 de Novembro de 2009
reasons why

 

A música que toca quando te vejo
O modo como rimos juntos
Doer no peito cada dor tua, mesmo as que me magoam mais a mim
Sentir que conhecer-te foi das maiores dádivas que o Universo me podia ter dado
Rever o teu sorriso nos poemas do Eugénio
Guardar cada abraço como um tesouro
Colocar todos os males do mundo em “pause” quando a tua mão procura a minha
Partilhar aventuras contigo que mais ninguém partilharia
O código do meu cadeado ser a tua data de nascimento
Os lírios, tristes, de cada beijo
A ternura com que te ajeito o cabelo
Dar-te impulsos para voar em vez de te querer prender
Acordar a sorrir porque estavas a meu lado
Desde o dia em que te conheci, seres um “brilhozinho nos olhos”
Ter-te dito, com o mesmo espanto com que o assumi, quando descobri que a Paixão por ti havia marcado a minha existência
Passares a mão na minha anca e dizeres “assim deixas-me maluco”
Sonhar que o inimaginável é possível, contigo
Atirar-me dum avião contigo
Chorar à tua frente, chorar contigo e por ti
Despir-me à tua frente
Ser-te sempre honesta e verdadeira
Equacionar-te para pai dos meus filhos
O inegável carinho
Partilhar a minha escova de dentes contigo
Ter pedido que te dessem a ti a oportunidade que também te pedi
Ser acordada pelo teu desejo
Fazer um test-drive contigo
Ver filmes indianos contigo
Fazer Amor contigo
Falar contigo de tudo, como se fosse só comigo
Dar beijinhos nas tuas feridas para que sarem mais depressa
Massajar-te os pés
Ter escrito sobre ti num dos jornais mais lidos no país
Adorar o teu rabo, as tuas bochechas e as rugas nos cantos dos olhos
Pedir-te, de coração aberto, uma oportunidade de provar o quão felizes podemos ser juntos
Comermos gelados juntos em três continentes diferentes
Dedicar-te uma música na rádio
Fazer uma aposta no euromilhões por ti, e a chave ser premiada
Tu gostas de doces, eu sou doce e chamo-te docinho
Ter sido tomada por tua namorada ou esposa mais que algumas vezes
Gostarmos das mesmas coisas
Termos o mesmo sentido de humor
Apoiares-me em todas as aventuras tresloucadas, e vice-versa
Defender-te quando um amigo tem vontade de te partir a boca para me defender a mim
Terem-nos desejado "a happy married life"
Dares-me à boca a tua comida para eu provar
Ser a primeira pessoa a quem recorres quando precisas dum favor ou dum ombro
Vermos a Via Láctea e estrelas cadentes de mãos dadas, deitados nas dunas
Amar-te incondicionalmente até que o Sol deixe de nascer

 

 

 

Motivos para te esquecer, sei-os de cor. São mais que muitos. Repito-os todos os dias, sempre que o pensamento resvala para ti. Percorro na memória tudo o que me disseste, cada uma das palavras mais cruéis que se pode ouvir. E oiço a voz da razão, da lógica, de cada amigo que me ampara e aconselha. E sei que consigo, nunca duvidei. Não são as forças que me falham, não é a razão, nem a ausência de esperança, que essa vais destruindo até só faltar um último pedacinho.
Culpar-te, por insistires, por não me deixares morrer em paz na tua vida, por me procurares, depois de eu dizer não mil vezes. Culpar-te, por seres assim, surreal, ideal, perturbado, como eu gosto. Maldizer o dia em que ouvi o teu nome e cada um dos mil acasos que te trouxeram a mim. Não adianta e eu sei que não. Hoje, não. Por muito que o amor seja o sentimento mais forte do mundo, por muito que eu desse tudo, tudo, por ti. Não posso convencer-te que me amas. Nem quero.

 



publicado por Princesa Canela às 20:13
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Sábado, 14 de Novembro de 2009
sem título - Fernando Pessoa, 1933

Meu coração tardou. Meu coração

Talvez se houvesse amor nunca tardasse; 
Mas, visto que, se o houve, houve em vão,                                        
        
Tanto faz que o amor houvesse ou não.                                        
                                        
              
Tardou. Antes, de inútil, acabasse.

Meu coração postiço e contrafeito
Finge-se meu. Se o amor o houvesse tido,
Talvez, num rasgo natural de eleito, 
Seu próprio ser do nada houvesse feito, 
E a sua própria essência conseguido.

Mas não. Nunca nem eu nem coração
Fomos mais que um vestígio de passagem
Entre um anseio vão e um sonho vão.
Parceiros em prestidigitação, 
Caímos ambos pelo alçapão.
Foi esta a nossa vida e a nossa viagem. 



publicado por Princesa Canela às 03:37
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Quinta-feira, 12 de Novembro de 2009
...


Devias ser tudo o que não és.

Desejei-te de mil outras maneiras.

Rejeitei-te sem antes te ter considerado possível.

Agora decidi-te.

Não preciso de mais do que sou.

Serei o teu tudo.

Deves ser tu que me andas a consumir todas as lágrimas que se recusam sair.

Não sei se tudo acontece por um motivo.

Podes bem ser o meu motivo para aqui ter chegado.

Sozinha, mas de pé.

Agora, seremos amados.

Eu por ti e tu por mim.



publicado por Princesa Canela às 17:25
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Quarta-feira, 11 de Novembro de 2009
Z - António Maria Lisboa

As formas, as sombras, a luz que descobre a noite 

e um pequeno pássaro 

e depois longo tempo eu te perdi de vista 
meus braços são dois espaços enormes 
os meus olhos são duas garrafas de vento 

e depois eu te conheço de novo numa rua isolada 
minhas pernas são duas árvores floridas 
os meus dedos uma plantação de sargaços 

a tua figura era ao que me lembro da cor do jardim. 

in "Ossóptico e Outros Poemas"



publicado por Princesa Canela às 22:38
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Last will and testament

Chego a uma altura na vida, e fazem-me as circunstâncias e condicionantes pensar em coisas destas. Já há tempos tinha escrito uma declaração de últimas vontades, em jeito de testamento. Não tenho ideias de bater a bota nos próximos, digamos, 50 anos (que tenho tanto mundo ainda por calcorrear, sabores e texturas por sentir, beijos por dar, livros por ler…). Mas começo a estar mais consciente de que tudo é efémero e que a vida dá muitas enormes voltas em poucos segundos. E como sou um niquinho de nada perfeccionista e controladora, achei por bem deixar as últimas ‘ordens’ bem explícitas e umas mensagens de “ponto final”, que as restantes vou tentando entregar em mão e na hora.

 

Não vou partilhar aqui, naturalmente, até porque se contam pelos dedos duma mão (e ainda sobram dedos) aqueles que me conhecem a mim, a pessoa que faz uns turnos de Princesa Canela, e este espaço. Mas saibam que odeio despedidas e prefiro escrevê-las quando tem de ser.



publicado por Princesa Canela às 03:45
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Terça-feira, 10 de Novembro de 2009
"Bleeding Love" - Jake Walden featuring Bonnie Somerville

 

 

 

 

Closed off from love 

I didn't need the pain 

Once or twice was enough 

And it was all in vain 

Time starts to pass 

Before you know it you're frozen


Ooooh... 


But something happened 

For the very first time with you 

My heart melted into the ground 

Found something true 

And everyone's looking 'round 

Thinking I'm going crazy 


Chorus:

But I don't care what they say 

I'm in love with you 

They try to pull me away 

But they don't know the truth 

My heart's crippled by the vein 

That I keep on closing 

You cut me open and I 


Keep bleeding 

Keep, keep bleeding love 

I keep bleeding 

I keep, keep bleeding love 

Keep bleeding 

Keep, keep bleeding love 

You cut me open 


Oooh, oooh... 


Trying hard not to hear 

But they talk so loud 

Their piercing sounds fill my ears 

Try to fill me with doubt 

Yet I know that their goal 

Is to keep me from falling 


Hey, yeah! 


But nothing's greater 

Than the rush that comes with your embrace 

And in this world of loneliness 

I see your face 

Yet everyone around me 

Thinks that I'm going crazy

Maybe, maybe


Chorus:

But I don't care what they say 

I'm in love with you 

They try to pull me away 

But they don't know the truth 

My heart's crippled by the vein 

That I keep on closing 

You cut me open and I 


Keep bleeding 

Keep, keep bleeding love 

I keep bleeding 

I keep, keep bleeding love 

Keep bleeding 

Keep, keep bleeding love 

You cut me open 


And it's draining all of me 

Oh they find it hard to believe 

I'll be wearing these scars 

For everyone to see 


I don't care what they say 

I'm in love with you 

They try to pull me away 

But they don't know the truth 

My heart's crippled by the vein 

That I keep on closing 

You cut me open and I 


Keep bleeding 

Keep, keep bleeding love 

I keep bleeding 

I keep, keep bleeding love 

Keep bleeding 

Keep, keep bleeding love 

You cut me open and I 


Keep bleeding 

Keep, keep bleeding love 

I keep bleeding 

I keep, keep bleeding love 

Keep bleeding 

Keep, keep bleeding love 

You cut me open and I 

Keep bleeding 

Keep, keep bleeding love

 



publicado por Princesa Canela às 21:01
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Segunda-feira, 9 de Novembro de 2009
loneliness

 



publicado por Princesa Canela às 20:07
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Domingo, 8 de Novembro de 2009
do shiuuuu

 



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Sexta-feira, 6 de Novembro de 2009
You can shine!

"Eu sou capaz de tudo, se acreditar. Querem ver?"


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publicado por Princesa Canela às 17:38
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Quinta-feira, 5 de Novembro de 2009
Good Enough - Evanescence

Porquê, perguntam-me vezes demais. Porque cedeste se sabias que ia acabar assim? Porque aceitaste ir? Porque te entregaste a instantes de luz intermitente se a escuridão dói mais assim?


"O que é que ele tem de especial que a faz querer tanto e aceitar receber tão pouco?"


Podia dissertar longamente sobre as razões, sobre o que ele significa, sobre o que eu sinto e sobre os muitos momentos que fizeram despertar os "pedaços desfiados de esperança". Culpa dele? Talvez. Who cares?


Disse-lhe uma vez que tinha muitas razões para dizer que não e só uma para dizer sim.


Quem eu sou define-se assim. Fiel ao que penso e, sobretudo, ao que sinto. E basta.

 

 

 

 

Under your spell again
I can't say no to you
Crave my heart and it's bleeding in your hand
I can't say no to you

Shouldn't let you torture me so sweetly
Now I can't let go of this dream
I can't breathe but I feel

Good enough
I feel good enough for you

Drink up sweet decadence
I can't say no to you
And I've completely lost myself and I don't mind
I can't say no to you

Shouldn't let you conquer me completely
Now I can't let go of this dream
Can't believe that I feel

Good enough
I feel good enough
It's been such a long time coming
But I feel good

And I'm still waiting for the rain to fall
Pour real life down on me
'Cause I can't hold on to anything

This good enough
Am I good enough
For you to love me too?

So take care what you ask of me
'Cause I can't say no

 


sinto-me: Good enough for you to love me

publicado por Princesa Canela às 04:45
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Quarta-feira, 4 de Novembro de 2009
Insónias

Não, não ando a ter. Aliás, é raro. Acontece quando estou muito cansada (ao ponto de não conseguir descansar decentemente), muito ansiosa, e... that's it. Nem sempre a razão é nítida e imediata, às vezes ando ansiosa sem saber bem porquê (tenho uns malvados duns instintos, ou sexto sentido, ou intuição feminina ou seja o que for, que vou ignorando, mas não devia). E vocês? Contem-me tudo. O que vos tira o sono? Café a mais? Preocupações, arrependimentos, pesos na consciência?

O que estavam a fazer esta madrugada às 02:34 ou às 05:53, por exemplo? A pensar em quem amam, a roncar ruidosamente, a caminho do trabalho? Eu estava a dormir, profundamente, de consciência em paz, talvez mesmo a sonhar.

E o que fazem para combater as insónias? Contar carneirinhos resulta? Tricot, puzzles, ler as páginas amarelas?


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publicado por Princesa Canela às 19:15
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Segunda-feira, 2 de Novembro de 2009
2m44s

Era um embrulho pequeno, sem caber no bolso dum casaco. Rectangular, papel e laço branco. Para comemorar. Ou lamentar. Porque sim, havia algo deveras importante, mas nunca saberás, não por mim nos próximos 20 anos, pelo menos. Mandei o embrulho fora, perfeitinho, sequer o amachuquei antes. Directo para o contentor. Como devia fazer contigo.

 



publicado por Princesa Canela às 20:44
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Domingo, 1 de Novembro de 2009
Do espanto e do eu

Há pessoas que me fazem pasmar. De espanto, queixo caído, incrédula e sem reação. Porque são ridículas, porque são más, porque mentem, porque distorcem. Outras ocasiões, ou outras pessoas, me fazem pasmar pela coragem, pelo risco, a ousadia. Admiro-as secretamente. Tomara ter a confiança de dizer aquilo sem a voz tremer. Já pasmei com a generosidade, com a subtil percepção dum lamento quando se diz uma palavra, quando me abrem a alma perante os incrédulos olhos. E pela crueldade. Pelo incumprimento de promessas, de juras, pelos sonhos renegados.


Por estes dias, pasmo sobretudo comigo. Mais do que algumas vezes me disseram que sou uma caixinha de surpresas. "Q.b.", parafraseio. Quem acredita pouco no que tem por dizer limita ao mínimo as sílabas, di-lo tão "vagamente" quanto possível.


"O que queres de mim?" "Não sei. Algo entre o tudo e o nada." (Devia ter perguntado se os intervalos abertos ou fechados, ][ ou [].)

Adiante. 


Eu que tanto prezo a beleza do inesperado, a poesia da exclamação, encontrei em mim mesma surpresas de pasmar. As possibilidades são infinitas. Ir, até onde quiser, a galope ou a voar. Eu sou capaz de tudo, se acreditar. Querem ver?



publicado por Princesa Canela às 21:45
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Sábado, 31 de Outubro de 2009
Incomplete - Alanis Morissette

 

 

 

 

One day Ill find relief
Ill be arrived
And Ill be a friend to my friends
Who know how to be friends

One day Ill be at peace
Ill be enlightened
And Ill be married with children
And maybe adopt

One day I will be healed
I will gather my wounds
Forge the end of tragic comedy

I have been running so sweaty my whole life
Urgent for a finish line
And I have been missing the rapture this whole time
Of being forever incomplete

One day my mind will retreat
And Ill know God
And Ill be constantly one
With her night dusk and day

One day Ill be secure
Like the women I see
On their 30th anniversaries

I have been running so sweaty my whole life
Urgent for a finish line
And I have been missing the rapture this whole time
Of being forever incomplete

Ever unfolding
Ever expanding
Ever adventurous
And torturous
But never done

One day I will speak freely
Ill be less afraid
And measured outside of my poems
And lyrics and art

One day I will be faith-filled
Ill be trusting and spacious
Authentic and grounded
And whole

I have been running so sweaty my whole life
Urgent for a finish line
And I have been missing the rapture this whole time
Of being forever incomplete


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publicado por Princesa Canela às 14:37
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Quinta-feira, 29 de Outubro de 2009
somethink like this

 



publicado por Princesa Canela às 01:01
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... com muita canela

 

 

 



publicado por Princesa Canela às 00:31
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Segunda-feira, 26 de Outubro de 2009
...

still (more and more) spooked...


sinto-me: terrified

publicado por Princesa Canela às 22:21
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Domingo, 25 de Outubro de 2009
Ele e Ela - II

Ela acredita que foram feitos um para o outro e que essa é a mais incontornável verdade de bolso.

Ele acha que ela o critica e o deseja mudar, não percebeu ainda que ela o aceita e admira por tudo o que ele é.

Ela acha que ele faz finca-pé em ser mártir e que ele utiliza o desgosto como um porto de abrigo. Ele chama-lhe teimosia, raramente amor. Ele sabe que aquele amor já passou e que é só por ser impossível e trancado no pretérito que tem um encantamento romântico. Ela queria puxá-lo para baixo da sua asa e protegê-lo, porque sabe que ele se magoa e que mais ninguém compreende a sua dor. Ela compreende bem a dor dele e detesta compreender. Porque ele não compreende a dimensão da dor dela. Ele acha que o amor é racional, ela sabe que não.

Ele esforça-se por ser um cabrão idiota. Ela inventa-lhe desculpas em vez de se enfurecer. O amor dela é resiliente, não perde cor com o tempo nem com as mágoas. É um amor maior e melhor do que o que ele perdeu. É real, é verdadeiro, e ela acha que isso devia valer pelo menos uma brecha de oportunidade. Ele tem medo, presume ela.

Ele receou e ansiou a proximidade e cedeu. Ela receou e recusou, mas também cedeu. Ele deu, ela deu. Ele tirou. Ela penitencia-se por não ser quem devia, quem ele queria. Chora, não come, mas todos os dias segue de cabeça erguida, sustentada pela armadura holográfica.

Ele pensa que ignorá-la protege ambos e apaga o passado. Ela reforça e lamenta a certeza da sua razão.



publicado por Princesa Canela às 22:58
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...

Getting really really spooked... And the one person who should really mind doesn't seem to be at all interested. Moral dilemma... Panic!


sinto-me: cocktail spooked

publicado por Princesa Canela às 21:40
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pôr mimos em dia #2

Já sabem que não sou gaja com muita pachorra para certas coisas de gaja, não sabem? Mas por ser para a miúda e porque não sou mal-agradecida...

Diz que há "regras":

1.     Postar o link de quem indicou;

2.      Postar o selo;

3.      Passar o selo a 5 blogs perfeitinhos;

4.      Responder às perguntas.

 

Mania: De ser perfeccionista, de dizer sempre a verdade ou nothing at all, de ser demasiado directa e nunca desistir de nada.

 

Pecado Capital: Na minha religião não há pecados... Mas evitar arrependimentos pelo que não se faz está na ordem do dia, portanto, é sugar o tutano à vida enquanto cá estamos. (Não sou muito preguiçosa, nem muito gulosa, nada invejosa, não cobiço nada nem ninguém, só cedo a luxúrias quando entrego o coração, sou um bocado avarenta, contudo generosa. Mas sim, a Ira toma conta de mim de vez em quando...)

 

Melhor cheiro do mundo: Maçãs verdes, canela, baunilha, terra molhada... Tantos cheiros tão bons!

 

Se o dinheiro não fosse problema: Não estaria aqui. Estaria a realizar uns quantos sonhos, meus e de alguém mais, pelo mundo fora.

 

História de infância: A estória da Carochinha e do João Ratão foi-me repetida vezes sem conta. :) Mas a feminista em mim nunca foi muito na conversa desesperada da outra que queria casar, não obstante achar alguma piada ao tipo cair no caldeirão. Por isso gostava mesmo era de estórias de (outras) princesas, Bela Adormecida, Branca de Neve e Gata Borralheira.

 

Habilidade como dona de casa: Gosto bastante de cozinhar com criatividade, de limpar e arrumar, adoro o cheirinho a casa lavada. Uma menina prendada, como se vê. ;)

 

O que não gosto de fazer em casa: Passar a ferro. Odeio, é tortura. Por isso não o faço. :D

 

Frase preferida: É só olhar ali para baixo do título. "In two days tomorrow will be yesterday."

 

Passeio para o corpo: Qualquer sítio onde tenha gostado de ir, repetido sem mochila às costas.

 

Passeio para a alma: Todos os sítios onde ainda não fui ou onde tenha gostado de ir (e agora já pode ser com a mochila às costas).

 

O que me irrita: A ignorância, a prepotência, a mesquinhez, os preconceitos. Já se vê que me irrito frequentemente...

 

Frases ou palavras que uso muito: "Não é fácil" (e lembro-me sempre da canção da Marisa Monte), "Vê o lado positivo",...

 

Palavrão mais usado: Merda, porra, shit. Não são palavrões, são palavrinhas, que não uso disso (palavrões) e detesto ouvir, ler ou sequer que me cruze o pensamento. Acho falta de nível.

 

Vou aos arames quando: Quando me mentem ou deturpam as coisas. Quando trabalho para o boneco, quando sou contrariada (princesa mimada...).

 

Talento oculto: Andam de facto um bocado ocultos, os meus talentos, mas escrevo, fotografo, pinto, desenho...

 

Não importa que seja moda, eu não usaria nunca: Peles de animais, brincos pendurados.

 

Queria ter nascido a saber: Voar. E saber o que sei hoje, que não é grande coisa, mas saberia mais cedo o que desde sempre procurei.

 

Passo o selo a quem o quiser apanhar. :)



publicado por Princesa Canela às 00:13
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Sábado, 24 de Outubro de 2009
pôr mimos em dia #1

Xi, que estou atrasada. Mas prometi, e cumpro. Foi o pequeno ouriço que me falou de abraços. E se eu gosto de abraços...

1 - Quem mais gostas de abraçar no presente? O meu pai, a minha avó. Os meus queridos Amigos, por quem dava a vida. E a pessoa mais maravilhosa que alguma vez existiu, mas que não quer ser abraçada por mim.

2 - Quem nunca abraçarias? Nunca digo nunca.

3 - Quem davas tudo para poder abraçar? Tudo, tudo, não dava. Mas dava muito para poder abraçar quem já partiu e deixou saudades. O meu avô, o meu padrinho e duas outras pessoas que foram mais que família.

4 - A quem davas o teu melhor abraço? Cada abraço que dou é o meu melhor. Cada um é dado com sinceridade e amor. Ou então não dou.


Passo este abraço, com um abraço:


- à 
miúda
- à 
Marta
- à 
Diana
- à 
Artemisa
- ao
tai_chi_smoker
- ao 
Francisco

- à Mau Feitio

- à Pinky

- ao gajodebotas

 



publicado por Princesa Canela às 23:59
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...

 



publicado por Princesa Canela às 21:51
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flor no alcatrão

Dizia-me alguém um dia da semana passada, por entre as sombras da cidade a anoitecer, que no alcatrão também nascem flores. Não duvidei, como nunca duvido que a força da vida seja maior que tudo e que vença quantas camadas de vis obstáculos se lhes surja.

Não me recuso a florir sob um Sol menos quente, estejam as nuvens alinhadas de modos apetecíveis. Nem me resigno a estagnar e empedernir. As grandes certezas que me sustentaram a vida toda estão a ser substituídas por dúvidas. Os dogmas abalados, um por um. O tom imperativo a ser substituído por reticências. Estou a suavizar-me, e bem precisava, que as cascas ásperas não repelem só os toques indesejáveis e não têm de ser sempre os outros a desbravar terreno por entre o mau feitio para chegar ao núcleo de mim. Estou, devagarinho, a deixar de ter vergonha de ser quem sou, a expôr-me, a deixar cair o pano. Sim, sou ultra-sensível e comovo-me facilmente, tenho feridas que doem quando se lhes põe sal, tenho complexos de sobra, gosto mais de pessoas do que admito, sinto saudades de quem já não está, sou de carne e osso, falível e fraca, talvez venha até a descobrir alguns medos. Nem sempre tenho os pés assentes na terra e sonho acordada com as coisas mais simples, gosto de atenção masculina e de ser mimada.


Obrigada, R., por tentares com tanta convicção tirar-me o resto da casca. E pelo gelado numa noite fria. Por me fazeres sentir que não sou sempre à prova de bala. Mas entende que eu serei sempre eu, nunca quem queres e imagines que seja. Sou diferente de quem imaginas, sou pautada por sentimentos, princípios e convicções maior que a tua e a minha vontade juntas. E da minha vontade já falei. O que será de nós amanhã ninguém sabe. Mas eu sei que o meu lugar não é aí.



publicado por Princesa Canela às 10:01
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Domingo, 18 de Outubro de 2009
plágios

Porque as minhas são muitas e ainda andam aos trambolhões, sem o vagar de se sentarem, respirar fundo, alinhar num sentido imaginário que sabemos que não vai fazer sentido. E porque insisto em ser advogada do diabo, a favor e contra mim, em simultâneo e em alternância...

 

Vão ver...

 

"... e quando é amor damos tudo, e quando damos tudo, resta-nos nada, e é com esse nada que temos de continuar..."
 
"O amor, os sentimentos, são incêndios descontrolados com que as pessoas gostam de brincar, reduzidos á dimensão de fósforos..."
 


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Quarta-feira, 7 de Outubro de 2009
...

 


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Terça-feira, 6 de Outubro de 2009
Vegetal e Só - Eugénio de Andrade

 É outono, desprende-te de mim.

  

 Solta-me os cabelos, potros indomáveis

 sem nenhuma melancolia,

 sem encontros marcados,

 sem cartas a responder.

  

 Deixa-me o braço direito,

 o mais ardente dos meus braços,

 o mais azul,

 o mais feito para voar.

  

 Devolve-me o rosto de um verão

 sem a febre de tantos lábios,

 sem nenhum rumor de lágrimas

 nas pálpebras acesas.

  

 Deixa-me só, vegetal e só,

 correndo como rio de folhas

 para a noite onde a mais bela aventura

 se escreve exactamente sem nenhuma letra.

 

 

Apercebi-me, enquanto dormias de olhos cerrados, que a paixão era muito mais que paixão. Passámos metade da noite a conversar como se não houvesse amanhã. Foi a primeira vez que passámos tantas horas juntos e estávamos deliciados com as descobertas. Eu tinha dormido no avião, tu acordaste-me com um fio de água. Tu e o teu sono, resilientes, só chegados ao destino sucumbiram ao cansaço. Dormias a meu lado, tranquilo, como uma criança de colo no conforto da sua mãe. Eu observava-te, imóvel, com tanta vontade de te passar a mão pelo rosto e dar-te os mimos que nunca dei, como nunca ninguém deu, não com tamanho carinho, com tanta doçura.

Resignei-me à confirmação do que já sabia: tinha-me apaixonado irreversivelmente por ti, pela pessoa que és. Um ano depois, só desejo que te desprendas de mim. Ou que não queiras desprender nunca mais.



publicado por Princesa Canela às 21:03
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Segunda-feira, 5 de Outubro de 2009
Tudo é possível

 é melhor nem dizer nada...


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publicado por Princesa Canela às 21:58
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Domingo, 4 de Outubro de 2009
Question of Love - The Gift

 

 

It's because I met you
It's because I'm here
It's because I felt you
It's because I'm near

That's the reason why
You don't have to go
The reason that I adore you
You know

(It's because I met you)
It's because I met you
(It's because I need you)
It's because I feel you
(It's because I want you)
It's because I love you
You put me into it
And now you want me to leave
I'll tell you all the reasons
It's a question of love

[Be strong, be weak, beware]
It's because I met you
It's because I'm here
It's because I felt you
It's because I'm near

That's the reason why
you don't have to go
The reason that I adore you
you know

You have nothing to lose

(It's because I met you)
It's because I met you
(It's because I need you)
It's because I feel you
(It's because I want you)
It's because I love you

You put me into it
And now you want me to leave
I'll tell you all the reasons
It's a question of love

It's a question of love
It's a question of love...

You have nothing to lose

(It's because I met you)
It's because I met you
(It's because I need you)
It's because I feel you
(It's because I want you)
It's because I love you

You put me into it
And now you want me to leave

 

 


sinto-me: stop asking why!!!

publicado por Princesa Canela às 10:43
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Quinta-feira, 1 de Outubro de 2009
Outubro - James Tissot

 

Benvindo, mês de Outubro. Mês de aniversários muito mais que de nascimentos, mês de férias, de memórias. Consegues ser melhor que o último, por favor?



publicado por Princesa Canela às 00:01
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Segunda-feira, 28 de Setembro de 2009
Choose Love - Rita Redshoes

Que é como quem diz: Choose me!

 

 

I choose to hide
But I look for you all the time
I choose to run
But I'm begging for you to come
I wanna break
But I know that you can take
I stay a while
To be sure that you're by my side
Oh, oh

Don't look at me, just look inside
'Cause I can go through
Tell me, are you goin' tired
Of what I don't do
I wanna see, I wanna fight
'Cause I don't feel scared
Honey, if you care

I choose to find
Things that you left behind
I choose to stare
But I can take you anywhere
I wanna stay
But my soul leaves you anyway
Can close the door
And love, could you give me more

Don't look at me, just look inside
'Cause I can go through
Tell me, are you goin' tired
Of what I don't do
I wanna see, I wanna fight
'Cause I don't feel scared
Honey, if you care

Choose love, choose love, love
Choose love, choose love, oh

Don't wanna hear, I wanna fight
'Cause this time I won't be wrong
And I can waste this precious time
Asking where do I belong
So let me know your love is real
'Cause this time you won't control
Tell me please, what do you feel
Do I have to save your soul 


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publicado por Princesa Canela às 11:54
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Sexta-feira, 25 de Setembro de 2009
I want it all

(and I want it now, by the way!)

 



publicado por Princesa Canela às 23:10
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Quarta-feira, 23 de Setembro de 2009
Gosto...

Gosto de gelados no inverno e de chás quentes no verão. Gosto de fazer rabo-de-cavalo e totós. Gosto de dar beijinhos. Gosto de usar lenços ao pescoço. Gosto de fotografias a preto-e-branco. Gosto do Algarve quando chove e da Serra da Estrela sob um Sol abrasador. Gosto de aventuras grandes e pequenas. Gosto de pessoas genuínas e transparentes. Gosto de surpresas. Gosto de negro total. Gosto de aprender e de ensinar. Gosto de botas e de sapatos de plástico. Gosto de rugas de riso nos cantos dos olhos. Gosto de pão mal cozido e nada estaladiço. Gosto de velocidade. Gosto de nuvens densas e chuvadas de granizo. Gosto de açúcar amarelo e edulcorantes artificiais. Gosto de cicatrizes. Gosto de aguardente e de nescafé, de leite magro e iogurtes naturais. Gosto de ruas escuras e estreitas. Gosto do mar sem ondas nenhumas. Gosto de alturas. Gosto do som do violão e da gaita-de-foles. Gosto de comer chocolate de culinária. Gosto de cabelos brancos e grisalhos. Gosto de andar descalça e de peúgas grossas. Gosto da Lua e do céu estrelado. Gosto de tactear texturas. Gosto de ter as unhas muito curtas e sem cor. Gosto de limpar e arrumar. Gosto de estar completamente perdida no meio de nenhures. Gosto de arte surrealista. Gosto de me esconder atrás dos óculos escuros. Gosto de extremos. Gosto de ouvir pessoas a rir. Gosto de sal e de picante. Gosto de lápis macios e escuros e papel liso. Gosto de peles mulatas e de olhos em bico. Gosto de roupa interior preta e básica. Gosto de malmequeres brancos e desalinhados, de lírios e de túlipas. Gosto de passear de mão dada e de abraços. Gosto de cheirar a frutas e gomas. Gosto de ver filmes de terror e romances de fazer chorar. Gosto de miminhos na alma.

 

Muitas ideias para quando eu fizer anos e está quase, quase!



publicado por Princesa Canela às 21:48
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